Vivendo de maneira exemplar

Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.


1 Pedro 2.12

Casa

Deus preferiu essa carne
Não quis os templos que eu posso construir
Com minhas mãos

Me fez casa
Eu sou morada
Lugar de Deus
Que não está lá fora
Mas sim mora dentro de mim

Abri a porta e Ele entrou em casa.
Estou em obras.
Essa morada um dia será perfeição!

Deus preferiu essa carne
Não quis os templos que eu posso construir
Com minhas mãos, não!

Me fez casa
Eu sou morada
Lugar de Deus
Que não está lá fora
Mas sim mora dentro de mim

A minha janela são estes olhos que brilham
Uma coisa ela mostra
Quem a ilumina é o meu Amado
Mudando as coisas de lugar
Dentro de mim, dentro de mim

Eu sou casa
lugar de Deus
Ele habita em mim

Lá fora é frio
Lá fora é medo
É alto de monte
Deserto, vazio

Morando em mim, Tu me aqueces
Me ensina a ser livre
Santo Espírito me enche de alegria

Música e Letra: Marcos Oliveira de Almeida
Arranjos: Palavrantiga
CD: Palavrantiga - Volume 01

Lembranças

“Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé” [Hb 13.7]

Gostaria lembrar de um velho padre católico que foi muito importante para os primórdios da minha fé, o monsenhor Jonas Abib, fundador da comunidade Canção Nova. Este senhor, que aniversaria no mesmo dia que eu, é o principal responsável por meu interesse pelas Sagradas Escrituras. Foi por meio de seu livro “A Bíblia no meu dia-a-dia” que tomei conhecimento da verdade e passei a crer no Senhor Jesus.

Ao contrário do que muitos possam imaginar, na Igreja Católica, existem muitos fiéis que se debruçam diante da Palavra para estudá-la, seja pelo diário espiritual, sugerido pelo Pe. Jonas Abib em seu livro, ou acompanhando a liturgia diária e seu ciclo de leitura (anos A, B e C). Entretanto, sabemos que isso não lhes garantem sair de alguns erros doutrinários e contrários à própria Bíblia, devido à obediência cega à santa Sé e à Tradição.

Como nos exorta as próprias escrituras, que diz: “examinai tudo e ficai com o que é bom” [1Ts 5.21], volta e meia consigo aproveitar bons artigos e pregações de cristãos católicos. Mais que isso, sempre que minha fé desfalece, procuro me lembrar de uma virada de ano que passei em Cachoeira Paulista e pude acompanhar o Pe. Jonas, já idoso naquela época, conduzindo uma vigília com vigor e fé, sem esmorecer e com os joelhos no chão clamando a Deus por misericórdia e coragem. Talvez, o monsenhor Jonas tenha inúmeras falhas e algum dia eu descubra podres a seu respeito, mas acho que essa cena ficará marcada para sempre.

Essa imagem ficou gravada em minha mente como um exemplo de fé, a ponto de todas as vezes que encontro um senhor na rua com o biótipo do Pe. Jonas, oro a Deus pedindo para que um dia eu me torne um senhorzinho de fé inabalável e incansável.

São lembranças como essas que me fazem continuar a caminhada e querer encontrar mais exemplos a serem seguidos, sem que com isso, eu tente substituir o grande exemplo de Jesus. Somos humanos e não anjos ou deuses, precisamos de pessoas de carne e osso para nos servir de exemplo em nossa peregrinação. Essas pessoas devem servir de exemplo e não de concorrentes do Mestre, o seu exemplo deve nos levar a Cristo e não às suas personalidades, para que assim possamos imitar sua fé.

E você, lembra de alguém que te ajudou na fé?

Altos e baixos


Assim como na famosa parábola do Filho Pródigo, creio que muitos de nós vivemos numa infinita alternância. Ora somos o filho mais novo, ora o mais velho. Tradicionalmente, a interpretação de Lucas 15.11-32, sugere que existem esses dois tipos de filhos de Deus. Mas gosto de pensar que ambos vivem em contínuo conflito em nosso ser.

Muitas vezes somos como o filho mais novo, exigimos que o Pai nos dê tudo o que pedimos, como se fosse obrigação dele repartir toda a herança a qualquer tempo. O fato é que Deus, muitas vezes, permite que tenhamos alguns “benefícios” que, pelo menos aparentemente, faz parte da tal herança e ai, nesse momento, abandonamos sua casa e vamos nos deleitar com pessoas e lugares distantes de nosso meio. Não demora muito e percebemos que todos aqueles benefícios eram ilusórios e não nos satisfazem mais. Fomos enganados pelos nossos desejos e com o “rabinho entre as pernas” voltamos para a casa do Pai, tristes e arrependidos.

Noutras vezes, fazemos exatamente o contrário, ficamos em casa enquanto vemos nosso irmão partir. No fundo, torcemos para que ele quebre a cara e no fim das contas o Pai o castigue e o puna! Ficamos na casa, não por amor, mas por falta de coragem de sair do comodismo. Vivemos na casa de nosso Pai como se fossemos meros empregados e não como filhos amados e curados por Deus. Por este motivo, quando o nosso irmão mais novo retorna e o Pai faz festa e banquete, nos ressentimos e bebemos da inveja perniciosa.

Vivemos esses altos e baixos em nossa fé porque insistimos em acreditar que o melhor para nós está lá fora, em algum lugar desconhecido, onde as pessoas parecem se amar mais e serem mais alegres. Persistimos, noite e dia, na idéia de que nossas vontades devem ser saciadas a qualquer custo e que nem tudo o que aprendemos no evangelho é possível de ser vivido em nossos dias. Talvez fosse possível viver tais experiências na época dos discípulos, mas hoje, impossível. Triste engano!

Talvez isso seja resquício da eterna insatisfação e inadequação humana, dos desarranjos e complicação do viver em sociedade. Entretanto, somos novas criaturas e como tal, devemos renovar a nossa maneira de pensar e crer, efetivamente, que podemos melhorar o mundo por meio do evangelho da graça, espalhando amor, fé, esperança nesse mundo sem luz e sem sal.
Os altos e baixos não cessarão enquanto peregrinarmos por essas bandas, mas podemos diminuir sua intensidade ao darmos vida à nossa fé com obras de amor!

Seguindo os passos de Jesus

É louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus, alguém suporte aflições sofrendo injustamente. Pois que vantagem há em suportar açoites recebidos por terem cometido o mal? Mas se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é louvável diante de Deus. Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. "Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca". Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas.

1 Pedro 2.19-25


Paz e comunhão

Cuida do passarinho e também da flor
Eles esperam pelo teu amor
Faz do teu lar um ninho e do mundo, um chão
Onde se plante paz e comunhão

Para que brote e cresça a mais viva semente,
Para que a gente tenha o que colher,
Para que o pão que venha a ser por nós assado
Seja sinal traçado de viver.

Faz tua nova casa na varanda do velho chão,
Convida o teu irmão pra vir morar contigo,
Planta paredes novas, feitas para servir de lar e abrigo

Faz um café gostoso, põe a mesa no teu jardim,
Deixa que assim as plantas tenham paz contigo,
Convida o universo, faz a vida ganhar maior sentido.

Cuida da tua morada, cuida do pequeno mundo,
Deixa teu irmão liberto, livre, livre...

Letra: Gladir Cabral
Música: João Alexandre
CD: É proibido pensar - João Alexandre